Aves Especialidade do Vale Das Taquaras e Arredores

O Vale das Taquaras oferece um dos melhores lugares para observação de aves na Floresta Atlântica. Situada a 1000m. à cima do nível do mar, o ‘Lodge’ está cercado de excelente matas Atlântica, que é o lugar de várias espécies de aves raras, que só são encontradas em altitudes mas altas. Além do que, a mata também tem muito bambu taquara, ou taquarais, que sustenta em número grande de aves associadas a este bambu. Até agora foram encontradas 275 espécies diferentes de aves sendo 37, endêmicas brasileiras e 80 da Floresta Atlântica, mas outras ainda podem ser achadas por nossos guias ou nossos visitantes observadores. As trilhas, sempre bem mantidas, dão fácil acesso a floresta e se fotografar for sua paixão, então nossas garrafas para beija-flores se equiparão aos melhores, com um constante fluxo de beija-flores iridescentes das mais variadas cores, e a poucos metros de distância.

No lodge possuímos lanternas possantes de led para observação noturna, além de lunetas, para observações a longa distância e gravadores para armazenar a diversidade de cantos.

Abaixo está uma lista das aves de qualidades distintas, e diversificadas, achadas no Vale das Taquaras quê, observadores gostariam de saber mais a respeito, e observa-las.


Sabiá-sica - Triclaria malachitacea

Endêmica da Floresta Atlântica. A sabiá-sica é tipicamente achada entre 300m e 1000m, onde elas preferem estar entre as árvores mais altas e úmidas. Seus registros nos jardins do Vale das Taquaras são freqüentes entre Fevereiro e Agosto por procurarem frutos numa época que tem pouco, mas é visto em geral voando e vocalizando. Na mata voa por baixo da copa (diferentemente dos outros psitacídeos) o que dificulta a sua visualização.


Diabo Macho - Asio stygius

Esta coruja encontrasse em toda a América do Sul e Central mas são incomuns. Aparecem raramente especialmente no Sudoeste do Brasil onde pode ser notoriamente difícil de ser vista. Vive acima de 600, onde habita florestas e lugares semi-abertos. Em Setembro de 2009, Nick Athenas do Tropical Birding, achou e fotografou uma destas corujas perto do ‘Lodge’ quando saía para observação noturna. Este registro é só o segundo para o Estado do Rio de Janeiro – o primeiro foi em 1985! Depois desta vez foi vista continuamente até esta data, em Janeiro 2010.


Bacurau-tesoura - Macropsalis forcipata

Este lindo bacurau é muito diferente dos outros por ter uma cauda com duas longas penas de 80cm. Ela aparece pousada no chão das estradas de terra, nas nossas caminhadas noturnas e já foi vista fazendo display. São endêmicas da Floresta Atlântica de altitude até 1800m, onde prefere beira da mata em lugar mais aberto e notasse que em geral há pedras por perto. Estão presentes o ano todo no Vale das Taquaras e arredores, porem os meses com mais registros são entre Agosto e Outubro. Noites secas e sorte, são necessários para ver uma delas.


Beija-flor-de-topete - Stephanoxis lalandi

O beija-flor-de-topete é endêmico da Floresta Atlântica só visto nas montanhas florestadas a altura de até 1400, são encontrados no sub-bosque, frequentemente nas beiras das matas. Aqui, não são incomuns, podendo aparecer nas flores à beira das estradas de terra. Eles são da raça S.I. lalandi, que tem o penacho verde e turquesa e mais azul nas parte inferiores. Com muita, mais muita sorte mesmo, você poderá ver um ‘lek’, - um grupo de machos cantando e dançando para atrair a fêmea na época de reprodução.


Topetinho-vermelho - Lophornis magnificus

Este beija-flor minúsculo é endêmico do Brasil, onde habita as bordas das florestas até 1000m. Estão presentes no Vale das Taquaras de Junho a Novembro para onde vêm nas garrafas nesta época de reprodução. Cedo de ou ao entardecer são os horários prediletos para virem as garrafas se hidratarem.


Estrelinha-ametistina - Calliphlox amethystina

Pequenininha (8,5cm) como a anterior, é abrangente na América do Sul. Preferem à borda da floresta, áreas sujas de mato ralo e vai até 1500mporem evita o interior da floresta. Quando estão com ninho por perto vêm na garrafa regularmente fazendo um zumbido que lembra as abelhas. Fazem este som com as asas. Seus registros para o Vale das Taquaras são meio que erráticos: Jan., Fev., Ago., Nov., e Dez.


Papo-branco - Biatas nigropectus

Papo-branco é uma ave rara, endêmica da Floresta Atlântica e é encontrada entre 500m 1300m. Até pouco tempo não havia registro de sua voz o que dificultava encontrá-la. Em 2008 um casal foi visto nas redondezas do Vale das Taquaras com ajuda de um gravador e registro de voz deles, nas imediações de um taquaral. Este Thamnophilidae é considerado ‘vulnerável’ pelo Birdlife International, já que são tão poucos os casais na natureza. Eles também vivem meio que escondidos entre os taquarais e sub-bosque pó perto o que dificulta sua visualização.


Chupa-dente - Conopphaga lineate

Esta ave montanhesa encontra-se no sub-bosque entre as altitudes de 400m e 2400m., e é endêmica da Floresta Atlântica. Apesar disto ela é mais comum a partir de 1000m. onde fica no lugar do ‘cuspidor-de –máscara-preta, das baixadas. Portanto o lugar de encontro das duas espécies é por volta dos 1000m. e aqui no Vale das Taquaras, as duas se encontram na Trilha Redonda ou na Trilha Longa.


Araponga - Procnias nudicollis

Outra ave específica de altitude, endêmica da Floresta Atlântica úmida, é diferente araponga com sua cara e pescoço desnudo e verde, da família das Cotingas. Normalmente é difícil observa-las por ficarem pousadas nos galhos mais altos da floresta e aí cantarem como um martelar na bigorna, com uma longa duração. No Vale das Taquaras felizmente é comum vê-las, pois tem lugares mais abertos.


Pixóxó - Sporophila frontalis

Os pixóxós são nômades, especialistas no fruto do bambu, e raros, com uma distribuição intercalada dentro da Floresta Atlântica onde haja taquaral e de altitudes que abrangem entre 1000m. e 1500m. Vive quase exclusivamente no Sudeste do Brasil (onde o Rio de janeiro é o forte) A mas há alguns poucos registros para o extremo Este do Paraguai e Nordeste da Argentina. A população vem caindo como resultado da caça para por em gaiolas ( o canto é alto e forte, o que o faz popular para o cativeiro) e destruição deste habitat tão frágil. Está classificado como “Vulnerável” pelo ‘Birdlife International’. Em geral voam em casais mais em 2008 todos os taquarais do Rio de Janeiro frutificaram ao mesmo tempo e em conseqüência havia uns 240 pixóxós nas Trilhas Circular e Longa.


Cigarra-verdadeira - Sporophila falcirostris

A cigarra-verdadeira está também ameaçada e portanto consta como ‘vulnerável’ na lista do “Birdlife International”. É endêmica de Floresta Atlântica mas se encontra no Este do Paraguai, e no Nordeste da Argentina entretanto sua distribuição é mínima. Vive até 1200m. a cima do mar, e onde o bambuzal no meio da floresta está presente. São nômades, como os acima, sempre procurando o bambu que frutifique e assim são encontrados onde o taquaral esteja com sementes Nossa Trilha Longa é um lugar quase sempre seguro de vê-los e em geral são só um ou dois presentes mais em 2008 todos os taquarais frutificaram ao mesmo tempo o que atraiu um número inigualável de aves de sementes. Nesta época nossa contagem foi de 48 indivíduos.


Tico-tico do mato - Arremon semitorquatus

Este tico-tico foi separado dos tico-ticos-de-bico-preto (Arremon taciturnus) recentemente, formando uma nova espécie endêmica de Floresta Atlântica. São encontrados em altitudes mais altas. Aqui no Vale das Taquaras é um bom lugar para conseguir vê-los. São bem distintos, mas como esconde na vegetação densa, a solução é fazer o ‘playback’do canto e ele aparecerá.

 
 
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